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Revolução 4.0 obriga escolas a capacitar professores

Boécio Vidal Lannes, da equipe iot24x7

Em relatório recente sobre mudança tecnológica e emprego, o Fórum Econômico Mundial cita a estimativa de que 65% das crianças que ingressam hoje na escola vão trabalhar, no futuro, em profissões que ainda não existem.

Diante desse desafio, educadores, comunidade científica e lideranças políticas estão em busca de um modelo de educação que ensine aos alunos temas como inteligência artificial, internet das coisas, robótica, nanotecnologia, engenharia genética, aplicações das impressoras 3D.

Foi pensando em como preparar os professores e os estudantes para a Quarta Revolução Industrial que se aproxima, que o governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, lançou um plano cujo objetivo é dar um novo rumo para a educação.

Alckmin segue o conselho do professor Klaus Schwab, engenheiro e economista alemão que fundou e preside o Fórum Econômico Mundial. Segundo o economista, as mudanças trazidas pela Quarta Revolução Industrial são tão profundas que, na história da humanidade, “nunca houve um momento tão potencialmente promissor ou perigoso”. Klaus Schwab explica que precisamos nos preparar para elas, especialmente para o seu impacto sobre os modelos de produção e emprego.

Atentas às novidades, Estados e Prefeituras brasileiras estão firmando parcerias com empresas e instituições especializadas com o objetivo de capacitar milhares de professores e levar educação inovadora para os estudantes. Veja alguns exemplos:

Estado de São Paulo
A Samsung, em parceria com o LSI-TEC, Laboratório de Sistemas Integráveis Tecnológico, promoveu a quarta edição do Curso de Capacitação de Internet das Coisas (IoT) para professores de escolas públicas dos ensinos fundamental, médio e técnico, além de educadores que atuam em ONGs com estudantes do ensino básico.

O curso é realizado no Samsung Ocean USP, localizado na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP). Aproximadamente 200 professores foram capacitados presencialmente em 2017. A agenda apresenta Programação Scratch, Circuito Elétrico e Programação Arduíno.

Blumenau (SC)
A cidade inaugurou um espaço para o professor compartilhar ideias, praticar e sair pronto para mudar a dinâmica em sala de aula. Chamado de EfeX (Espaços de Formação e Experimentação em Tecnologias para Professores), o laboratório de criatividade fica na FURB (Universidade Regional de Blumenau).

A iniciativa é resultado de uma parceria entre o CIEB (Centro para Inovação da Educação Brasileira), a Secretaria de Estado da Educação de Santa Catarina e a universidade. Com investimento de R$ 250 mil, a EfeX combina itens para fabricação digital e de programação, como cortadora a laser e de vinil, kits de eletrônica e de robótica. As unidades EfeX estarão conectadas em rede de forma a compartilhar os melhores planos de aula.

Passo Fundo (RS)
O município, que tem uma secretaria específica para inovação educacional, lançou o projeto Escola de Hackers, que leva linguagem de programação para crianças a partir dos quatro anos. A robótica é uma alternativa que melhora o desempenho de crianças e adolescentes dentro e fora da escola.

“Não queremos que o aluno seja usuário de tecnologia, mas autor”, avisa o
secretário de Educação da cidade, Edemilson Brandão. Segundo ele, os gestores devem buscar possibilidades para captar recursos e implantar iniciativas visionárias.

Florianópolis (SC)
O secretário de Educação de Florianópolis (SC), Maurício Fernandes Pereira, aprovou um plano de educação que inclui o ensino das novas mídias. Além da infraestrutura tecnológica, o processo pedagógico capacita os profissionais e cria uma cultura digital.

O município disponibiliza, além de equipamentos, ambientes virtuais e cursos online para os professores e aulas de robótica nas 36 escolas. “Cada unidade tem a sua dinâmica. Damos as condições, incentivando professores e alunos a trabalhar com as novas mídias”, afirma o secretário.

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