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Ofner usa IoT para monitorar bolos e salgadinhos

Boécio Vidal Lannes, da equipe IoT24x7

Quando o cliente entra em uma loja Ofner, em São Paulo, não imagina que os doces, tortas, bolos, salgadinhos e sorvetes são monitorados por um aplicativo de Internet das Coisas. O sistema posiciona a Ofner um passo à frente da concorrência.

Antes, os funcionários faziam a medição de hora em hora. Agora, sensores instalados nas vitrines e nas gôndolas fazem isso a cada 30 segundos. As informações de temperatura e umidade vão para o computador da fábrica, e acende um alerta se alguma coisa não estiver bem.

Além do inegável controle de qualidade, a inovação significa melhores resultados para o caixa da empresa. No caso da rede Ofner, o desperdício custa R$ 180 mil por mês. 

“A gente está procurando uma redução de custo e tudo o que puder ajudar é muito bem-vindo. E hoje a tecnologia, cada vez mais, está fazendo isso”, diz Alexandre Martins, diretor industrial da Ofner.

A startup que desenvolveu o sistema nasceu em uma encubadora da USP. Em 2016 a Nexxto teve acesso a uma linha de crédito de R$ 700 mil da Fapesp – Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo para dar andamento ao projeto de IoT.

Vai longe o tempo em que as tortas derretiam porque ninguém percebia que o motor da vitrine estava para queimar. “Agora é tudo automatizado”, explica Antonio Rossini, CEO da Nexxto. Segundo ele, “trata-se de uma solução inovadora e com alto componente tecnológico”.

A tecnologia desenvolvida dá acesso a informações sobre temperatura e umidade de estufas, geladeiras, freezers, entre outros. Além de evitar quebra de equipamentos e perdas de mercadorias, o aplicativo atende com eficiência às normas exigidas pela Vigilância Sanitária.

A Nexxto foi fundada em 2010 quando dois engenheiros recém-formados pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) tiveram a ideia de desenvolver tecnologia que permitisse aos clientes monitorar e gerir ativos em tempo real.

O seu primeiro produto foi um sistema de rastreamento e gestão de ativos de TI baseado em tecnologia de RFID (do inglês radio frequency identification ou identificação por rádio frequência), uma espécie de geolocalizador.

Com um novo portfólio de produtos, não mais apenas baseada em tecnologia RFID, a RFIdeas mudou de nome e passou a se chamar Nexxto, o mesmo nome da sua plataforma de Internet das Coisas. Atualmente, a startup tem 20 colaboradores, 40% deles com pós-graduação.

No início de 2016, a empresa foi incluída na lista de dez startups mais atraentes, entre as mais de 1.569 que tiveram suas propostas de negócios avaliadas por executivos de 50 grandes empresas como IBM, HP, 3M, Johnson & Johnson, Abbott, Grupo Fleury, Algar Telecom, Embraer e Natura, entre outras.

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