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Computação inteligente cura mal de Alzheimer

Sistema alemão ajuda a resolver problema que afeta idosos.

Quando o Centro Alemão de Doença Neurodegenerativa (DZNE) executou um componente na montagem de genes em um supercomputador com uma arquitetura de computação tradicional, em abril de 2017, levou 22 minutos para completar o ciclo de dados.

Porém, quando os cientistas usaram um super sistema de computação controlado por memória da HPE (chamado The Machine), em julho do ano passado, os mesmos dados foram executados em espantosos 36 segundos. A Hewlett Packard Enterprise (HPE) é uma empresa que atua, entre outros setores, em pesquisas médicas com o uso de alta tecnologia.

Isso é de tirar o fôlego em qualquer contexto, ressalta artigo assinado por Curt Hopkins, editor do Hewlett Packard Labs. O DZNE pesquisa a causa e o tratamento da doença de Alzheimer e de outras doenças cognitivas – um problema cada vez mais grave entre os velhos de todo o mundo.

“Estimativas revelam que se não parar a progressão da demência na população até 2050, será necessário todo o PIB dos EUA para poder cuidar das pessoas afetadas”, explica o pesquisador da HPE dr. Pierluigi Nicotera.

A capacidade do DZNE para executar dados de forma rápida e precisa pode fazer a diferença na cura da demência. “Porque a doença começa cerca de 20 anos antes dos sintomas, precisamos de diagnóstico precoce”, salienta o dr. Nicotera. “Precisamos melhorar a forma como fazemos a ciência e, é claro, temos que coletar uma quantidade enorme de dados”.

DZNE já lida com muitos dados sensíveis. Um estudo seguirá 30 mil indivíduos-pacientes por várias décadas, e os pesquisadores vão adicionar dados genômicos intensivos que vão alimentar um grande banco de dados.

O pipeline estruturado da The Machine é um exercício de montagem genômica, que envolve a correspondência de bits de genoma sequenciado automaticamente em uma imagem total da vida genética de uma pessoa.

É a primeira vez que o centro de estudos da Alemanha trabalha com uma enorme quantidade de dados. Como um grande grupo de memória compartilhada já está disponível para os pesquisadores, eles podem abordar os dados de uma vez, na memória, em vez de abordá-lo em pedaços. Isso pode permitir a derivação de novas conexões no cérebro. Tais conexões podem revelar a causa das doenças cognitivas e o tratamento das mesmas.

A esperança de Nicotera e de sua equipe é que a computação controlada pela memória irá fornecer-lhes a ferramenta que seus dados exigem.

Artigo original
https://community.hpe.com/t5/Behind-the-scenes-Labs/The-mind-and-The-Machine-How-Memory-Driven-Computing-is/ba-p/6971851#.WkvyL9-nHIV

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